
A inadimplência das empresas brasileiras atingiu um patamar inédito em outubro de 2025, com 8,7 milhões de companhias registradas com dívidas vencidas e não pagas, segundo o Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian.
O número representa o maior da série histórica iniciada em 2016 e evidencia o agravamento da situação financeira do setor produtivo no país, outubro de 2025. Anteriormente, o dado já havia batido recordes no ano.
Dívidas empresariais somam quase R$ 205 bilhões
O levantamento aponta que o valor total das dívidas inadimplidas chegou a R$ 204,8 bilhões, consolidando também um recorde histórico. O indicador considera empresas com pelo menos uma obrigação financeira em atraso registrada até o fim do mês.
Em média, cada empresa inadimplente acumulou 7,1 contas vencidas, com dívida média de aproximadamente R$ 23,6 mil por CNPJ, o que reforça o impacto direto da inadimplência sobre o fluxo de caixa e a capacidade de operação dos negócios.
Crescimento da inadimplência empresarial ao longo de 2025
Ao longo de 2025, a inadimplência empresarial apresentou trajetória de alta contínua. Desde o início do ano, o número de empresas negativadas cresceu mês a mês, impulsionado principalmente pelo encarecimento do crédito, manutenção de juros elevados e desaceleração do consumo.
Dados da Serasa Experian mostram que o estoque de dívidas inadimplidas avançou de forma consistente durante o primeiro e o segundo semestre, atingindo seu ápice em outubro. Especialistas apontam que muitas empresas passaram a atrasar pagamentos não apenas por queda de receita, mas também pela dificuldade de renegociar contratos em um ambiente de crédito mais restritivo.
Perfil das empresas inadimplentes
As micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) concentram a maior parte da inadimplência no país. Cerca de 8,2 milhões de negócios desse porte estão negativados, respondendo por aproximadamente R$ 184,6 bilhões do total das dívidas.
Por setor, o quadro é liderado por:
Serviços: 54,9% das empresas inadimplentes
Comércio: 33%
Indústria: 8%
Outros setores: participação residual
Distribuição regional da inadimplência
Outro ponto importante é mencionar que a inadimplência empresarial se concentra principalmente no Sudeste, que reúne mais de 4,6 milhões de empresas negativadas, seguido por:
Sul: cerca de 1,4 milhão
Nordeste: aproximadamente 1,3 milhão
Centro-Oeste: cerca de 755 mil
Norte: em torno de 516 mil empresas
Principais fatores que explicam o avanço da inadimplência
Entre os fatores que mais contribuíram para o recorde estão:
Juros elevados, que aumentam o custo do crédito
Restrição na concessão de financiamentos
Queda ou estagnação do faturamento
Aumento dos custos operacionais
Esse cenário pressiona especialmente empresas de menor porte, que possuem menos acesso a capital e menor fôlego financeiro.
Como as empresas podem reduzir a inadimplência
Diante desse cenário desafiador, especialistas apontam algumas estratégias essenciais para reduzir a inadimplência empresarial:
Gestão rigorosa do fluxo de caixa: acompanhar entradas e saídas de forma diária ajuda a antecipar problemas.
Renegociação preventiva de dívidas: buscar acordos antes do atraso evita juros mais altos e negativação.
Revisão de custos e contratos: identificar despesas que podem ser reduzidas ou renegociadas.
Uso estratégico do crédito: evitar novas dívidas de curto prazo com juros elevados.
Análise de risco de clientes: especialmente para empresas que vendem a prazo, avaliar o perfil de pagamento reduz calotes.
Educação financeira e planejamento: estruturar metas realistas e reservas financeiras fortalece a resiliência do negócio.
Perspectivas para os próximos meses
O recorde de inadimplência empresarial em 2025 acende um alerta para empresários, credores e formuladores de políticas públicas. A expectativa é que a redução desse indicador dependa da melhora das condições de crédito, da estabilização econômica e de medidas de apoio ao pequeno e médio empreendedor.
2026 está próximo: Mantenha o seu negócio preparado
Com 8,7 milhões de empresas inadimplentes e dívidas que somam quase R$ 205 bilhões, o Brasil vive um dos momentos mais delicados para o setor empresarial. A adoção de estratégias financeiras mais eficientes e políticas de estímulo ao crédito saudável será decisiva para reverter esse cenário e garantir a sustentabilidade dos negócios.
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